quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

"- Pra q vc tem blog?"

Pra alguns, só o simples ato de escrever já pode parecer inútil. Claro, se não gostam nem de ler, que dirá escrever.
Escrever em um blog ainda pode parecer pior, já que a maioria também só entra na internet pra orkut e msn, nunca nem tendo tempo ou disposição pra ver coisas diferentes disso. Afinal, blog já não tá tão na moda quanto há alguns anos.
Logo, explico o por quê de escrever em uma página na internet. E pra concordar só mesmo os que compartilham dos mesmos costumes e gostos. Na verdade não tem um motivo do tipo "conhecerem mais sobre mim", "bombar", "gerar intrigas ou comentários". Definitivamente, nada disso.
Totalmente viagem, mas os textos são como rodapés de páginas. Conforme as vivências, vai-se comentando. E nem sempre rodapés são feitos pra que alguém leia, pois podem ser usados pra anotações. Da mesma forma em que não há problema em que alguém leia, só não é indispensável.
Agora pra quem escreve, aí sim tem importância. Lembranças, organização de idéias, descontração..
Pronto, já é motivo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tão além disso tudo.

Quando digo além, óbvio que não tem relação com distância.. distância! É tipo "estar em um outro plano", ter outros pontos de vista, enxergar e saber dar o devido valor a certas coisas.
Só sei que por mais que pareça chato traz uma tranquilidade, como se as coisas se explicassem melhor e eu estivesse mais ciente de tudo. E ainda acrescento mais: acho que isso pega.
Sempre que eu vejo ou convivo com uma pessoa que consegue viver constantemente nesse "outro plano" bastam alguns minutos de conversa ou contato visual e eu também já entro nesse "transe". Aí todo o resto vira bobagem, inocência, imaturidade.
Resumindo, é como se tudo o que eu já aprendi na vida (dizem que quase nada) se juntasse e surgisse de uma vez respondendo a um comando de "Abra a cabeça".
Sei que isso não acontece só comigo, mas pelo menos nunca comentaram sobre isso comigo.
É uma pena não conseguir permanecer nesse "transe" como essas pessoas porque a vida pra elas parece tão mais fácil e esclarecida. A questão, no meu caso, acho que é saber usar esses novos conceitos, porque eles pelo menos eu já tenho; é usá-los pra simplificar alguns problemas.
Mas um dia ainda acho que vou fazer parte desse clã de "sábios".
Coisa de doido mesmo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

"Ah... Quando eu passar no vestibular...
Eu vou chegar em casa, quebrar a TV e gritar 'NINGUÉM RECLAMA, QUEM MANDA AQUI SOU EU!'
Eu vou sair pelo Nordeste viajando por todas as praias e surfando até em poça de lama.
Eu vou pagar uma babá pra me dar comida na boca e trazer pinico preu num ter que sair da rede.
Eu vou aprender Alemão, Japonês e Inglês.
Eu vou tocar violão, baixo, bateria e gaita.
Eu vou dormir tarde e acordar tarde, dormir cedo e acordar tarde, não dormir e passar três dias acordado.
Eu vou beber dois barris de chopp, três garrafas de vinho, 1 grade de cerveja e 2 litros do uísque mais caro do super-mercado.
Eu vou fazer uma camisa com letras garrafais 'EU SOU FODA' e usá-la quando for mandar cada um que disse que eu não passaria 'tomar no cú'!
Eu vou chegar pro primeiro policial que encontrar na rua e mandá-lo pruma porra, e se ele achar ruim eu digo logo: 'Você sabe com quem você tá falando? EU PASSEI NO VESTIBULAR!'"

Isso aeeeee!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"Doença do nosso tempo
Mariana Sgarioni

Você deve estar pensando: gente teimosa e turrona existe desde que o mundo é mundo. Por que só agora se percebeu que isso é um transtorno de personalidade que deve ser tratado? Porque a vida nunca foi tão difícil para os perfeccionistas.
Até poucas décadas atrás, o ritmo mais lento da vida – e do trabalho – dava espaço a que o sujeito cabeça-dura se ocupasse com suas obsessões e fosse especialista nelas. Um afinador de pianos podia demorar semanas para devolver o instrumento ao cliente, pois seu trabalho dependia somente de talento, aptidão e treinamento. Mas as coisas mudaram: surgiram artefatos eletrônicos que, se não substituem perfeitamente o trabalho de um ouvido absoluto, tornam o serviço bem mais rápido e com um resultado aceitável para a maioria dos mortais. Pior para os afinadores perfeccionistas, inventaram pianos eletrônicos que nunca precisam ser afinados.
Em resumo: a pessoa precisa saber se adaptar, coisa dificílima para um perfeccionista. “Vivemos numa era em que as vidas social, profissional e afetiva exigem flexibilidade”, afirma Geraldo Possendoro. “Quem não é flexível fica para trás e sofre de ansiedade.”
Além disso, a era da informação rápida e fácil – mas nem sempre confiável – é o inferno dos perfeccionistas porque os obriga a elevar os próprios padrões de exigência. Até meados da década de 1990, um jornalista que quisesse escrever sobre afinação de pianos precisaria se desdobrar para achar fontes especializadas de informação. Qualquer besteira escrita passaria em branco para a maioria dos leitores – só os perfeccionistas teriam disposição para correr atrás dessas fontes.
Hoje, qualquer tipo de informação – de afinação de pianos a disfunções intestinais do bagre africano – estão disponíveis na internet para o jornalista, seu chefe e todos os leitores (ai, Jesus!).
Mais fácil que mudar esse mundo é tentar amolecer a cabeça dura dos perfeccionistas. Mas como? A psicóloga americana Alice Provost propôs um exercício para o grupo que estudou na universidade – uma série de regras que tinham por objetivo livrar essas pessoas de suas próprias regras mentais. Elas eram mais ou menos assim: termine o expediente na hora certa; não chegue ao trabalho antes da hora estabelecida; faça todas as pausas a que tem direito; deixe a mesa bagunçada; determine um número de tentativas para concluir o trabalho e, em seguida, entregue o que tiver. “Parecem coisas banais, porque aquilo que alguns deles consideram fracasso é algo para o que a maioria das pessoas não dá a mínima importância”, diz. Depois pergunte: você foi castigado? A universidade deixou de funcionar? Você está mais feliz? Segundo a professora, os cobaias perceberam que se preocupavam demais com bobagens. “Todos ficaram surpresos porque tudo continuava funcionando”.

In: Superinteressante, março de 2008, p. 69.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

19 de novembro de 2008

Agora sim, acabou. O alívio é grande e a sensação de etapa concluída é muito boa.Valeu muito a pena, foi muito divertido, de um aprendizado enorme, experiências maravilhosas, pessoas incomparáveis e que vai deixar MUITA SAUDADE. De cada professor, marmitas, recreios, cantorias, fotos, prendas, discussões, conversas, brincadeiras, comentários, pessoas barangas, pessoas indiscretas, pessoas sem noção.
Afinal, depois de 11 anos na escola, mudar de rotina não é tão fácil. Bom eu acredito que vai ser sim, e pra todo mundo. Cada um seguindo o caminho que escolheu. Mas a diferença é que agora a prova é aberta, individual e sem consulta. E nem adianta querer se iludir e achar que vai continuar todo mundo junto, porque infelizmente não vai. O que, felizmente e acima de qualquer coisa vão continuar, são as verdadeiras amizades. Quanto ao resto, fica a lembrança de colegas e de uma época boa com eles também. Como sempre foi e ter que ser, algumas coisas têm que virar só lembranças.

"Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou [...]"
"Ê Tereeeê!" HAHA

muito grata.

sábado, 25 de outubro de 2008

E que não seja mais um jogo de azar

Só espero que nada seja em vão. Que todo esforço, por mínimo que seja, tenha seu reconhecimento. Que ao menos o aprendizado, as experiências, tenham sido válidos. Espero que não haja desapontamento por parte de ninguém e que eu possa enxergar o lado bom das coisas, com uma visão não de derrotada, mas de vitória independente do que aconteça. Melhor ainda, que tudo sejam flores.
Em tudo, com todos. Porque se sabe que nada é por acaso. Cada coisa, pessoa ou momento com sua respectiva importância.
Ainda faltam alguns bons dias, não é bem um momento de retrospectiva ou de encerramento. Só uma prévia, inevitável em dias de ansiedade e reflexão.
A "sorte" está prestes a ser lançada.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"Never happy, not satisfied
Always complains for nothing
Hopes and dreams are fading away
It's not hard to figure it out
There's no doubt, you'll find a way
Live the moment, each and every day

I don't know why
I cannot see the beauty in front of me
I cannot...
I don't know why
I cannot see the beauty in front of me

Now I see here
It's always been there
People like their simple things
Live the moment, each and every day"

( I don't know why- Moony)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"mas quem disse que a vida é fácil?"

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Aventuras em série

Sair sem saber pra onde ir com direito a clima de perseguição? Tudo muito bom.
Pra reafirmar que os melhores momentos pra rir e se lembrar depois também acontecem sem planejamentos anteriores ou posteriores, é coisa de momento mesmo. E nem precisa de muita coisa pra acontecer, só uma reunião de amigas querendo sair pra algum lugar já é suficiente. Mesmo que nada dê certo, no fim tudo dá certo! (Pelo menos até agora foi assim) hahaha .

[só na contagem regressiva pra os últimos dias de aula. 27 dias colega. Clima de desespero e alívio total.]

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Vazio

Como se estivesse faltando alguma coisa. Tudo fluindo, rotina de sempre mas é só parar pra pensar que os vazios se tornam evidentes. E o pior e que no fundo eu sei o que tá faltando. Nada mencionável ou discutível. Mas não sei como preencher. Ou pelo menos, isso não depende de mim. O vazio permanece então, até que eu consiga enxergar a forma com a qual eu consiga preenche-los sozinha. Porque do jeito que tá, dá pra levar, mas não tá bom não.
Melhor não tentar entender. Parece depressivo, talvez até seja, mas encaro só mesmo como um desabafo.